A Ancestralidade do Novo

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M. Duchamp, por D. Hirst

Uma impressão que sempre tive dos outros é que alguns deles sempre quiseram saber de mim como consigo ser tão original. Nunca me disseram, é verdade, mas sempre tentaram afetar excentricidade para me chamar a atenção. Bem, eu não sabia que eu era “original”. Desconfio que sei. Mas me parece que há uma certa convicção disso entre aqueles que juram ter visto o que nunca viram antes… Eu diria que são criaturas peculiares… assim como nossa época de instantâneos.

A resposta que eu lhes dou é a seguinte: basta não fazer força. Continue lendo

A Casa de Cera

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Ken Humano

Sexta-feira última eu voltei da missa de Corpus Christi e foram logo me contando o que parecia ser a notícia do século, dada a euforia. O retorno de Jesus!? Não, o “Ken humano” havia falecido… Eu perdi o “babado”, que pecado! Preferi escutar a homilia de um bispo.

Quanto à criatura eminente, não quero fazer críticas pessoais ao pobre diabo, recém-falecido; vamos nos ater aos fatos. Parece que o sujeito havia contraído melanoma em razão das inúmeras cirurgias estéticas que fizera. Pois bem, o que me admira não é saber que cirurgias feitas sem critério causam câncer; qualquer um com bom senso sabe disso. O que me admira é imaginar o estado de sua bunda, depois de tantos procedimentos.

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Manchester City – O que fazer na nova temporada?

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Manchester City 2

Chegamos ao final de mais uma temporada e, se tínhamos dúvida a respeito da necessidade de uma reformulação, aponta nessa direção uma jornada marcada pela falta de títulos somada a mais uma campanha pífia na Champions. Poderiam dizer, a exemplo de Marcel Dessailly, que o Chelsea ganhou em razão da capacidade de José Mourinho. Pode ser que seu dedo tenha feito alguma diferença… Mas daí a afirmar que boas táticas resultam no sucesso total? Eu duvido muito. O Chelsea ganhou porque tinha um elenco mais qualificado.

Os europeus têm mania de exaltar as qualidades do técnico e a sintonia do plantel, mas se esquecem que futebol e vitórias se fazem com jogadores de primeira linha. Mesmo os problemáticos. Suárez foi mandando embora de Anfield Road e o Liverpool passou de postulante ao título, na temporada 2014/2015, à condição de aspirante à Liga Europa. Não estou dando peruadas, mas simplesmente revelando os fatos. Carlos Tévez saiu quase escorraçado do Manchester City e, no entanto, acabou conduzindo a Juventus à final da Liga. Será tudo isso tão coincidência assim? Continue lendo

1968, o embuste que não terminou

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1968

Se a celebração das seis décadas de existência do Estado de Israel vem consistindo essencialmente em culpá-lo por todo o mal que lhe fazem e em desejar com fervor a sua morte próxima, a dos 40 anos das rebeliões estudantis de 1968 não tem feito outra coisa senão tomar como realidade, a priori e sem o mínimo exame crítico, a auto-interpretação lisonjeira que seus líderes fizeram desse movimento na época da sua eclosão. Continue lendo