4 dicas para não falar merda sobre a Inquisição

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1. Palavras devem corresponder exatamente às ideias às quais se referem

BLASFÊMIA é uma ofensa feita diretamente contra Deus. Bandas satanistas muitas vezes escrevem letras blasfemas, mas o mesmo não ocorre necessariamente com uma denominação religiosa que, só porque não é a sua, você acusa de blasfemar, sem nem ao menos conhecer o significado do verbo.

HERESIA ocorre quando uma pessoa, sendo cristã, professa uma doutrina contrária à ortodoxia da religião que ela diz praticar ou em nome da qual ela se diz representante. É basicamente uma forma de hipocrisia e, muitas vezes, de má-fé. Leonardo Boff e Frei Beto são dois hereges, mas o conceito não se aplica a Karl Marx ou Adolf Hitler, por exemplo. Continue lendo

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Pílulas Crônicas 8.0

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Giordano Bruno

1. Oriente X Ocidente

É preciso deixar bem claro que eu nunca disse que o Oriente era espiritualmente superior ao Ocidente. Quem faz essa ideia de meus textos é um analfabeto funcional e um delirante. Aliás, um vídeo sobre Chesterton, que eu mesmo publiquei aqui, é bastante elucidativo a respeito de minha posição sobre isso. Continue lendo

Píndaro

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Píndaro

“A nobre percepção da areté está para Píndaro intimamente ligada aos feitos dos antepassados famosos. É sempre à luz das orgulhosas tradições de estirpe que ele contempla o vencedor, o qual honra os antepassados e participa do seu fulgor. Nessa alusão não há nenhuma diminuição do que se deve aos atuais representantes de tal herança. A areté só é divina porque um deus ou um herói foi antepassado da família que a possui. Dimana dele a força da areté, a qual se renova sem cessar nos indivíduos que constituem a série de gerações. Não se pode pois encará-la de um ponto de vista meramente individual, pois é o sangue divino que realiza tudo o que é grande. Assim, toda glorificação de um herói desemboca rapidamente em Píndaro no elogio do seu sangue, dos seus antepassados. O elogio tem um lugar firme nos epinícios. É pelo ingresso neste coro que o vencedor se situa ao lado dos deuses e dos heróis. A que deus, a que herói, a que homem celebrarei? -começa o segundo poema olímpico. Ao lado de Zeus, para quem Olímpia é sagrada, ao lado de Héracles, fundador das Olimpíadas, coloca ele Terão, senhor de Agrigento, vencedor da corrida de cavalos de quatro cavalos, mantenedor da glória da raça de seu pai e da nobre ressonância do seu nome. Naturalmente, nem sempre é possível proclamar os bens e a fortuna da estirpe do herói. É quando, sobre as altas virtudes dos homens, cai a sombra das desgraças enviadas pelos deuses, que a liberdade humana e a profundidade religiosa do poeta surgem em todo seu esplendor. Quem vive e age tem que sofrer. Tal é a crença de Píndaro, e tal é, de modo geral, a crença grega. A ação, nesse sentido, está reservada aos grandes. Só deles se pode dizer, em sentido pleno, que verdadeiramente sofrem. Assim, o Aion concedeu à família de Terão e de seu pai, como prêmio de sua autêntica virtude, Pluto e Cáris. Mas cercou-os também de culpa e de aflições. O tempo não pode desfazer o que está feito; mas pode, em parte, sobrevir com o esquecimento, Latha, quando um homem daímon intervém no seu destino. Apesar da sua tenaz repugnância, a aflição morre dominada pela nobre alegria, quando a moira de Deus concede a rica prosperidade de uma ventura superior. Continue lendo

Utopia versus Ser

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Torre de Babel

OBS: o trecho a seguir foi retirado do excepcional trabalho do professor Orlando Fedeli, chamado “Conceituação, Causas e Classificação das Utopias“. Originalmente, corresponde a parte do sétimo capítulo e ao oitavo capítulo inteiro da obra supracitada. Como escrevi sobre a Gnose no texto anterior, achei interessante incluir o estudo a seguir, como complemento sumamente enriquecedor. É de minha autoria o sublinhado, no texto destacado em vermelho.

a. A utopia rejeita a noção de ser. Ela é anti-metafísica

Vimos que Jerzi Szachi diz que na utopia há oposição entre “o que é” e “o que deveria ser”. Ora, esta constatação, parece-nos, deixa entre-aberta uma fresta por onde um raio de luz penetra e ilumina o mais profundo do mistério utópico. A utopia seria então a doutrina daqueles que não aceitam “o que é” e que pretendem construir não só uma nova sociedade, mas até mesmo uma nova “ordem” ontológica. Melhor seria dizer então uma anti-ordem, uma anti-metafísica. É pois a própria noção de ser que a utopia rejeita. A utopia não é portanto um mero fenômeno político ou social, e, muito menos, um problema econômico. Ela é muito mais. Seu caráter é religioso e anti-metafísico, e por isso mesmo ela é contra todo o real. Continue lendo

A Revolução Francesa e Napoleão

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Muitos pensam que Napoleão traiu a Revolução Francesa, reinstaurando a monarquia e restituindo os privilégios do catolicismo e do clero. Orlando Fedeli vai demonstrar que esse grande ateu e estrategista militar não tinha nada de tradicional e saudosista. Ou de democrático. Muito pelo contrário. Sob o pretexto de salvar os católicos perseguidos, Napoleão criou uma falsa oposição aos revolucionários, entrincheirando os religiosos e tradicionalistas em campo que nunca deixou de ser inimigo. Foram pegos como ratos em ratoeiras. O professor Orlando também vai demonstrar que a revolta dos revolucionários liberais foi antes contra o clero do que contra a nobreza, mas recaiu sobre a nobreza quando esta se recusou a prejudicar o clero. Nesta aula extraordinária, também serão revelados alguns dos inúmeros e sórdidos crimes dos revolucionários contra a humanidade, às vezes engendrados e/ou facilitados por inimigos infiltrados no seio da própria Igreja de Cristo.