Top 10 – Filmes de Ação (2000-2015)

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Rush

Parece que, até a década de 80, o pessoal sabia fazer bons filmes de ação. Concordo em parte. Na realidade, eu penso que atores como Bruce Willis, Mel Gibson, Jean-Claude Van Damme, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger formaram a plêiade de sucesso do gênero. Todos eles, no entanto, tiveram seu auge durante a década de 90 (à exceção de Stallone). Depois Hollywood perdeu a mão, e vieram porcarias como Velozes e Furiosos, Os Mercenários, AvP, Transformers e outras drogas (num sentido quase literal) que usavam o enredo como pretexto para explodir coisas, estimular os sentidos e outras avacalhações que reduziram o cinema de catarse a punhetologia comparada.

Mas a desgraça não foi completa. No meio do mar com ondas gigantescas de merda, no meio da borrasca de caganeira do cinema à moda Michael Bay, a gente viu sobreviver alguns náufragos como Quentin Tarantino e Luc Besson. Depois veio a bem sucedida onda dos filmes de super-herói, que se tornaram meio que um sub-gênero dentro do gênero em questão. Porém, não incluiremos esse tipo de filme na lista. Continue lendo

Top 10 – Filmes de Terror

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Scary face

Tensão constante, respiração ofegante, vontade de apertar o botão de pause no controle remoto… Os sintomas são muito claros para ignorar: você está assistindo a um bom filme de terror! Sempre tem aquela obra-prima do gênero que faz a gente cair da cadeira quando vê da primeira vez. Ou ficar petrificado no sofá. Ou permanecer sem dormir, no pior dos cenários. Já aconteceu comigo. Se ainda não aconteceu o mesmo com você, surprise motherfucker… este artigo pretende ser sua encruzilhada. Continue lendo

Sem Limites

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Sem Limites

Ontem eu voltei a assistir a “Limitless“, um filme com Bradley Cooper interpretando um escritor que consegue acessar mais do que os habituais dez por cento de capacidade cerebral -o limite do ser humano comum. Seus processos cognitivos se tornam mais intensificados, diversificados e ágeis. Eddie Morra, o protagonista, se torna um gênio das finanças em pouquíssimo tempo. Mas veja o leitor que não me refiro à inteligência lógico-matemática, medida pelos testes de QI, mas à capacidade intelectiva em geral, que engloba aquela.

A experiência me fez lembrar de um assunto muito em voga nos debates atuais, que é o trans-humanismo. Trata-se de um “projeto de humanidade” que se propõe, em linhas gerais e atenuadas, a “aperfeiçoar” o ser humano. Em vez de pernas, membros biônicos fariam com que nos movêssemos mais rápido e com menor cansaço. Em vez da vista, olhos biônicos nos proporcionariam uma visão mais aguçada e detalhada da paisagem a nosso redor. Nosso cérebro positrônico teria um hardware de terabytes, um processador de nanotecnologia ultraveloz.

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Dez filmes que deixaram você confuso com o final

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O seguinte artigo é uma “tradução” que fiz do original, que se encontra no site Monster Movie Reviews. Vale lembrar que, como não sei inglês, trata-se de uma tentativa de tradução. Se puder fazer melhor, me envie seu texto e, de bom grado, substituirei pelo meu (com os devidos créditos). Eu preciso exercitar meu inglês e, como nunca vi um artigo assim em português, achei que seria válido publicá-lo.

1. A Origem: 

Inception

Sendo um filme mais novo, A Origem está provavelmente fresco na mente das pessoas devido ao final enigmático e sua trama confusa. Cheio de aspectos filosóficos e teorias de interpretação dos sonhos, é característico do filme apelar para uma série de pequenas pistas, que você provavelmente perde ao ver pela primeira vez. O que você faria se se encontrasse preso em seus sonhos? Quão fácil é reconhecer a diferença entre sonhos e realidade? À primeira vista, o filme inteiro, e especialmente o fim, coloca o espectador em estado de confusão, pois as premissas da história não têm sido tão frequentemente usadas em filmes. O cenário de “sonho dentro do sonho” não é novo, tendo sido usado em livros, quadrinhos e filmes antigos, mas nunca tinha sido tão discutido. Era a realidade? Ele estava ainda no sonho? Se você pensa sobre isso, talvez o final seja supostamente o espelho de nós mesmos e o meio pelo qual interpretamos o filme, porque não há nada de errado com finais abertos. Se você não viu o filme ainda ou se o viu apenas duas vezes, deveria assistir A Origem mais algumas vezes se pretende começar a entender o final.

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5 filmes que eu não vi, não quero ver e tenho raiva de quem viu…

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1. O Procurado – Impossível levar a sério um filme que, sem ser do gênero “fantasia”,  não busca respeitar nem ao menos as leis da Física. Francamente, uma “Fraternidade de Assassinos” é difícil de engolir -mas indeglutível mesmo é tolerar a história da “bala curva”, uma técnica através da qual o sujeito consegue dar um tiro “curvado”, como um jogador de futebol chutando uma bola de trivela. O filme, eu soube depois, é baseado numa minissérie de HQ cheia de absurdos, como um nazista viajante do tempo e um vilão feito de fezes. A questão ignorada por Bekmambetov, em sua adaptação, não foi apenas o sarcasmo subjacente nos gibis, que zomba dos heróis tradicionais, mas sobretudo o fato de que deslocar um realidade de seu contexto deliberadamente fantasioso para fazê-la passar-se pela nossa, além infrutífera, torna a tentativa algo grotesca -e não precisamos ir além do trailler para o saber.

2. Transformers 2, 3 e subsequentes – Quando começaram a pipocar os filmes de catástrofe, logo passaram a ser chamados “filmes-catástrofe”. Uma substituição equivocada, já que, segundo a morfologia, altera o sentido do termo original. Quanto a mim, penso que são termos sinônimos… Afinal, a experiência comprova que todo filme que fala de catástrofe é uma catástrofe. O que dizer então de um filme idealizado por uma catástrofe ambulante? Para quem não se lembra, Michael Bay dirigiu Armageddon, uma porcaria protagonizada por Bruce Willlis, película pioneira dos filmes de tragédia em mega-proporção. Voltando a Transformers, devo dizer que, infelizmente, assisti ao primeiro episódio; resume-se a uma sucessão de explosões, estímulos visuais e  demais pirotecnias. Parece que Michael Bay ignorou personagens, roteiro, mote e qualquer coisa que pudesse tornar o filme minimamente relevante, para fazer uma descrição fantasiosa da própria megalomania. Quando as coisas chegam nesse nível, parece que o mundo vai acabar… e tem gente que ainda tem o fetiche de registrar isso em película.

3. Senhor e Senhora Smith – Mesmo se esforçando muito para acreditar que esse filme não veio à tona apenas para pegar carona no casal-sensação da época, o próprio trailler faz questão de passar o óleo de peroba que faltava na cara de seus produtores. Jolie e Pitt aparecem juntos, marido e mulher, um atirando no outro com armas de alto poder de fogo. É mote de comédia, mas os caras quiseram cometer o disparate de levar à sério esse absurdo. A sinopse não me deixa mentir. Diz lá que os cônjuges são assassinos de aluguel, que um não sabe do real trabalho do outro (sic), e que ambos são contratados para a mesma missão (sic). Diante de tanto surrealismo, não resta fazer comentários (desnecessários), mas apenas oferecer uma solução aos atores diletos dos orfanatos do Terceiro Mundo: quando forem chamados para o terceiro filme, atirem também nos responsáveis pela orfandade da Inteligência.

4. Saga Crepúsculo: Lua Nova, Eclipse, Amanhecer, Escurecer, Esquecer e por aí vai – Eu vi o primeiro crepúsculo, na visão de Stephenie Mayer, para não querer voltar a ver nem eclipses nem luas novas dela -prefiro dormir mais cedo, inclusive dentro do cinema. Todo mundo sabe o que esperar de uma crítica a respeito dessa caricatura de filme cainita, assim como todo mundo sabe o que esperar de suas continuações. É o famoso triângulo amoroso adolescente entre Cullen, Bela e o lobinho-que-esqueci-o-nome, repetindo seus conflitos “muito profundos” ad infinitum. No caso, “ao infinito” é mais do que uma mera força de expressão, uma vez que, para piorar a situação, a mitologia e a riqueza simbólica da cultura vampírica são reduzidas às cinzas através desse atentado violento ao palor -especialmente, devo ressaltar, quando Robert Pattinson aparece brilhando ao sol. Lamentável.

5. O Artista – Não, obrigado. “O Artista” ganhou oscar de melhor filme, melhor ator e o escambau, mas não sei se merece tanto. Não entendo por que todo esse alvoroço em torno de um filme que não tem diálogos e é feito em preto-e-branco. Filme mudo e em preto-e-branco não é recurso: é ausência do recurso. A exploração das expressões das personagens, enfim, pode ser feita no cinema moderno até com maior relevância; não é um privilégio de quem tem preguiça de escrever um roteiro -ou inventa uma desculpa esfarrapada para tanto. Pudera. Num mundo governado por Michael Bay, onde o cinema foi reduzido a estímulos sensoriais, merece algum alento quem se presta a fazer algo centrado nas atuações. Bem, posso estar errado… Mas não tenho a mínima vontade de assistir uma hora e meia de mímica -e você?

Warm Bodies, Wood Faces

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Um zumbi se apaixona pela namorada de uma de suas vítimas. O improvável romance acontece, e a relação começa a modificar a natureza morta-viva do cadáver. Sinopse de filme de humor non-sense? Deboche de Crepúsculo? Sinto muito, camarada: a realidade é ainda pior do que um apocalipse zumbi!

Warm Bodies (“Corpos Quentes” (sic), ainda sem tradução em português) será um filme baseado num romance homônimo, escrito por Isaac Marion. Trata-se de uma história de amor, que não tem nada a ver com comédia. Isso mesmo…

Como se vê, é o cúmulo da picaretagem. Para quem não está ligado, a paródia Orgulho, Preconceito… e Zumbis! foi um sucesso editorial recente; não é preciso ser um gênio para imaginar que talvez (e eu disse “talvez”) oportunistas tenham se aproveitado para “pegar o vácuo”, como se diz na Fórmula 1.

O pior é constatar a que ponto chegou a falta de vergonha na cara de produtores hollywoodianos. Deixando de lado qualquer amor que pudessem ter ao que fazem, eles voltam todos os seus combalidos neurônios para resolver o problema da multiplicação da conta bancária. Essa merda de filme nada mais é do que uma montagem tosquíssima; os caras usaram o mote de Crepúsculo, pegaram carona na popularidade do tema “zumbis” e contrataram, como protagonista, uma garota idêntica a Kristen Stewart. Ora, meus senhores, vão tomar no cu.

Tem se tornado frequente essa tendência, à moda Michael Bay, de cagar na cara dos telespectadores. Um exemplo de como o cinema está se equiparando cada vez mais às artes plásticas, que veem ameaçado o seu posto avançado de lixo cultural completo.