Top 10 – Filmes de Ação (2000-2015)

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Rush

Parece que, até a década de 80, o pessoal sabia fazer bons filmes de ação. Concordo em parte. Na realidade, eu penso que atores como Bruce Willis, Mel Gibson, Jean-Claude Van Damme, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger formaram a plêiade de sucesso do gênero. Todos eles, no entanto, tiveram seu auge durante a década de 90 (à exceção de Stallone). Depois Hollywood perdeu a mão, e vieram porcarias como Velozes e Furiosos, Os Mercenários, AvP, Transformers e outras drogas (num sentido quase literal) que usavam o enredo como pretexto para explodir coisas, estimular os sentidos e outras avacalhações que reduziram o cinema de catarse a punhetologia comparada.

Mas a desgraça não foi completa. No meio do mar com ondas gigantescas de merda, no meio da borrasca de caganeira do cinema à moda Michael Bay, a gente viu sobreviver alguns náufragos como Quentin Tarantino e Luc Besson. Depois veio a bem sucedida onda dos filmes de super-herói, que se tornaram meio que um sub-gênero dentro do gênero em questão. Porém, não incluiremos esse tipo de filme na lista. Continue lendo

1968, o embuste que não terminou

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1968

Se a celebração das seis décadas de existência do Estado de Israel vem consistindo essencialmente em culpá-lo por todo o mal que lhe fazem e em desejar com fervor a sua morte próxima, a dos 40 anos das rebeliões estudantis de 1968 não tem feito outra coisa senão tomar como realidade, a priori e sem o mínimo exame crítico, a auto-interpretação lisonjeira que seus líderes fizeram desse movimento na época da sua eclosão. Continue lendo

Ben Urich

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Ben Urich

‘Colhe aquilo que semeia.’

É um velho ditado. Um que sobreviveu ao tempo, porque é verdadeiro. A maior parte das vezes. Mas não para todos. Alguns colhem mais do que semeiam. Porque eles precisam acreditar que não são como todos os outros. Que as regras, aquelas das pessoas como eu e você, as pessoas que batalham para viver a vida, apenas viver, não se aplicam a eles. Que eles podem fazer o que bem entendem e viverem felizes para sempre, enquanto o resto de nós se fode.

Eles fazem isso das sombras. Das sombras que nós criamos. Com a nossa indiferença. Com uma incrível negligência a tudo que não nos afete diretamente, aqui e agora. Ou talvez seja apenas a sombra do cansaço. (…)