Do adultério, divórcio e poligamia (e outras porcarias)

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Briga de casal

Amor é aquilo que acontece por intuição imediata. O famoso “à primeira vista”. Em outras palavras, se você não sabe dizer de imediato que deseja passar 50 anos ao lado da pessoa, então esqueça.

Muita gente vai dizer que estou sendo excessivamente “sensual” na minha definição. Que um casal de idosos pode se amar tanto quanto um casal de jovens. Que o amor deve ser um compromisso “espiritual”. Ora, mas uma coisa não exclui a outra, e ambas podem corresponder inclusive a etapas de um mesmo processo. Se assim não fosse, seria muito comum um jovem de 20 anos se apaixonar por uma idosa de 70 -e não é isso o que acontece.

Logo, se você tem um corpo, o amor erótico não é uma experiência puramente “espiritual”. Mas quem tem corpo tem alma também, não é verdade? Porque cadáveres não se amam, bem como robôs, e é impossível amar uma boneca inflável (a não ser que você seja um doente).

A maioria dos casamentos falha, segundo tenho observado, porque as pessoas escolhem pelos motivos errados. Fazem cálculos ou experiência. O sujeito gosta de enrabar a menina e acha que ela tem uma personalidade cômoda para uma vida a dois. Pensa que pode amá-la porque ela pode ser uma boa esposa e uma boa mãe. Então os dois ficam velhos e de repente não “está compensando”.

Você a escolheu justamente porque quis uma mistura surreal de prostituta e santa. Isso não existe. É claro que não “está compensando”, seu filho da puta.

É por isso que tem aparecido cada vez mais gente hoje em dia dizendo que é melhor ficar solteiro comendo todas ou, pior, defendendo esse lixo de poligamia (que os cretinos têm chamado de “poliamor”). Ora, se o modelo é pragmático, como refutá-los? Se você só pode argumentar por pragmatismo, vai perder sempre a discussão contra quem tem propugnado a favor do divórcio, do adultério ou do “poliamor”.

Ocorre que o amor não é um cálculo matemático. Se fosse, já teriam escrito um livro de ciência para banir o adultério e o divórcio da face da Terra. Todo mundo completaria bodas de ouro e seria “feliz para sempre”. O máximo que se pode dizer a respeito do amor, como ciência, é que ele é imprescindível -não para evitar as turbulências, mas para passar por elas.

Um pouco mais de subjetivismo, por favor… Você não deve amar uma mulher porque ela é boa pessoa, frequenta a igreja, é boa esposa e mãe. Você deve desejar que ela seja ou se torne tudo isso PORQUE você a ama.

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