Another Brick in the Wall: 6 Perguntas sobre Homeschooling

Padrão

Pirâmide Oligárquica

1. Primeira pergunta: acha que a falta de qualidade nas escolas públicas se deve ao baixo investimento, aos baixos salários pagos ao magistério ou à sua formação deficiente?

R: Passei três anos de minha vida lecionando Português em uma escola pública estadual do subúrbio e posso lhe garantir que não faltam verbas para a Educação. Com a quantidade enorme de impostos que pagamos, não é de se admirar. Mas aquilo que requisitávamos à Secretaria de Educação demorava muito para chegar durante o ano letivo. Devido aos trâmites burocráticos, claro.

De qualquer modo, não é com computadores, datashow ou ar condicionado que se formam pessoas. São apenas instrumentos para facilitar a nossa vida. A matéria-prima são as boas ideias e a motivação do corpo docente e discente.

Temos boas ideias? Então vejamos. A pedagogia que se repassa nas faculdades de licenciatura é derivada de Paulo Freire, uma lorota delirante que nunca educou ninguém. Do lado dos alunos, com efeito e com razão, temos estudantes que não acreditam que vão passar para faculdades públicas e que, portanto, não fazem questão de estudar pra nada.

Que dizer mais? Que os professores de colégios particulares são melhores do que os professores das públicas? Mentira. Ora, ocorre que os professores da educação pública são quase sempre os mesmos que lecionam em escolas particulares. Dão mais resultado? Sim. Primeiro, porque ganham mais. Segundo, porque dão aulas para alunos que estão confiantes de entrar no ensino superior. Terceiro, porque não há evasão escolar, já que quase ninguém tem que parar de estudar para trabalhar. E, quarto, porque os pais, interessados em resultados, tiram os filhos da escola, levando a direção a pressionar os professores.

E, depois, as pessoas não estão tendo filhos como resultado de um casamento, mas como acidente de percurso. E apesar do casamento. As pessoas se casam para si e, quando “programados”, têm filhos para si. Nesse contexto, os filhos são jogados, como se fossem um estorvo, nas escolas públicas. Em reuniões de pais de uma escola com mais de 400 alunos, eu me lembro, apareciam meia dúzia de gatos pingados. Os “pais” de hoje não estão nem aí para nada. Quer dizer que o sujeito chega hoje na escola sem estrutura psicológica ou o mínimo de educação para nada.

2. Acha que a educação pública tem expectativas de melhorar, a médio ou longo prazo? Há um tempo os políticos têm sido mais pressionados nesse sentido.

R: Tenho certeza de que a educação pública não vai melhorar coisíssima nenhuma. Se os políticos são pressionados, prometem despejar dinheiro na Educação. E a população acredita que “despejar dinheiro” funciona. Ora… com dinheiro se enchem cofres, não cabeças.

Era tudo o que os políticos queriam. Faz bem o gosto das esquerdas, que anseiam transformar colégios em gulags disfarçados. Para o fazerem, pretendem contaminar os parâmetros curriculares, cada vez mais, com aquela pantomima de educação e ética que eles chamam de “direitos humanos”, “formação para a cidadania”. Hoje a criança não vai para a escola aprender aritmética ou português, mas ambientalismo, feminismo, gayzismo e outras porcarias marxistóides delirantes, do mundo da imaginação; pretende-se, a longo prazo, que ela “se engaje” em “movimentos sociais”. Em suma: que vire um boneco de ventríloquo nas mãos de oligarcas de quinta categoria.

3. Não acha que os professores têm resistido a essa contaminação?

R: Acho. Mas é uma resistência resignada. Rendida. Os professores no Brasil em geral ainda são muito conservadores, apesar de Paulo Freire ser presença consolidada nas disciplinas pedagógicas das faculdades; professor ainda gosta de ensinar geometria, crase, Fórmula de Báskara etc, sem dúvida. No entanto, o sujeito já chega da graduação com a cabeça feita, com uma orientação ideológica claramente favorável à implementação de verdades fabricadas. Ora, verdades por encomenda e meias verdades têm em comum o dom de serem mentiras por inteiro. Diz-se, por exemplo, que a Igreja perseguia, até a Idade Contemporânea mais ou menos, quem dizia que a Terra era redonda, mas se omite a informação de que, no século VIII, um santo católico visigodo já dizia a mesma coisa: a Terra ser redonda.

Falta formação e informação. Formação para rejeitar os manuais de lavagem cerebral que essa gente chama, cínica e hipocritamente, de parâmetros curriculares para a formação da pessoa humana. Informação para perceber que a formação superior vai muito além de decorar os absurdos disseminados por livrecos didáticos de doutrinação, repassados a crianças de 13, 14 anos.

Ademais, não existe nem há possibilidade de existir resistência alguma. O professor é sempre voz vencida no que diz respeito à metodologia educacional ou ao currículo mesmo. Os políticos fazem o que querem. O negócio vem montado, de cima para baixo. E quem desrespeita as diretrizes acaba respondendo inquérito administrativo ou sendo remanejado para uma posição menos problemática, normalmente burocrática.

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4. Se os alunos têm a possibilidade de retornar as suas casas, ao invés de ficarem presos nas escolas, não acha que os termos “gulags” e “prisão” são um exagero?

R: Bom questionamento. Na verdade, vivemos dentro de uma prisão sem grades. Prisão ideológica. Sair da escola e voltar para casa não quer dizer muita coisa hoje em dia. Voltar para casa a fim de quê? Assistir às porcarias veiculadas pela tevê aberta? Viver em lares cada vez mais desestruturados, em “famílias mononucleares”? Jogar games como GTA V e Assassin’s Creed?

Você não pense que essas coisas não são planejadas. Porque são. Não quer dizer que eles estejam por trás de 100% de tudo que de ruim tem aparecido por aí: quer dizer que selecionaram e produziram a semente. Há cerca de 60, 70 anos atrás, gente da Escola de Frankfurt trabalhava dia e noite para ruir o edifício da civilização judaico-cristã Ocidental. Esses caras não estão para brincadeira.

É claro que, fora da escola, o aluno não está livre da influência perniciosa da doutrinação marxista, hegeliana, negativista, “transformacional”. Mas a família ainda é um núcleo forte de resistência. A família e outras instituições tradicionais, como a religião. Se a família e a religião se fortalecem, fica muito difícil para os babacas prevalecerem.

5. É aí que entra o Homeschooling?

R: Sim. Como vacina, profilaxia. Mas o ingrediente principal da mistura consiste em fortalecer as relações familiares e introduzir o filho, o quanto antes, na comunidade religiosa. Chega de viver entre mãe, pai e cachorro; uma criança tem que conviver com outros irmãos, com pai, mãe, tio, avô, madrasta, primos etc. Tem que ser introduzida nas obras de caridade de grupos da igreja, receber aulas de catecismo.

Veja você que essas medidas são tão eficazes que, nos EUA, por exemplo, crianças que aprendem com os pais em casa acabam vencendo concursos de soletração e outros. Não é de se admirar. Porque o estado socialista não está interessado em desenvolver o indivíduo. Os marxistas, ao menos teoricamente, não acreditam em individualidade. Hegel, o patriarca da infâmia, queria submeter o indivíduo ao Estado. Gramsci manipulava deliberadamente a própria filha. O Estado socialista deseja, em suma, criar massa de manobra.

Como isso se reflete? De diversas formas. Velhos de 30 anos de idade ainda na faculdade, “militando”. Professores doutores (re)escrevendo, mal e porcamente, mera publicidade marxista-hegeliana. Famílias de ociosos recebendo Bolsa Qualquer-Coisa, somente ocupados em fazer filhos e jogá-los em gulags estatais. E por aí vai.

6. Muitos dizem que o Homeschooling aliena as pessoas do convívio social.

R: Não se frequenta a escola para ter “convívio social”, mas para estudar e aprender. É claro que tem convívio social na escola. O ser humano é social por natureza; como dizia Aristóteles, um ermitão só pode ser uma besta ou um deus. Há socialização na família, na igreja, no trabalho, nos quartéis. Até nos mosteiros. Mas você não vai para o quartel ou para a igreja bater papo.

Se uma pessoa quer ter “convívio social”, ela vai para o clube, para a praça, para churrascos, aniversários, bares, boates e outros eventos e lugares apropriados a esse fim. E de acordo com o gosto pessoal de cada um.

É sintomático que as esquerdas queiram reduzir o aprendizado a “convívio social” dentro de escolas. São quartéis de militância. Na escola, são distribuídas cartilhas ensinando as crianças a darem o cu. Existem projetos de lei querendo liberar as drogas. Enchem a cabeça dos alunos com lorotas como Aquecimento Global. A ênfase no convívio social em gulags, enfim, é a ênfase na formação de grupos dóceis à manipulação; o indivíduo mal formado tem uma tendência forte a adquirir senso de identidade somente dentro de grupos. E, se os grupos se enquadram entre as matilhas da Esquerda, então…

Não é difícil de reparar nisso. Observe esses grupos, como Black Blocks e outros. Se você pode tirar a “causa”, não sobra força individual nenhuma. Porque são todos mais ou menos iguais. Você observa o discurso de cada um deles e muitas vezes soa como se eles tivessem decorado um manual ou qualquer coisa assim.

Grupos de convívio social verdadeiros são grupos onde a individualidade se soma, não se subtrai. Mas grupos de militância são apenas bois de piranha políticos.

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