Crônicas PP

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Manequinho

* Você pode até acreditar que não sejam comunistas os três principais concorrentes à Presidência da República. Mas não tem direito nenhum de acreditar que estejamos falando de adversários verdadeiros, do ponto de vista ideológico. Entre Dilma e Aécio, ou entre o socialismo e a social-democracia, a distinção é apenas de grau. Entre Marina e esses dois, a diferença é quase nenhuma; embora o ecologismo pareça uma plataforma política independente, a verdade é que se trata de um engodo da Nova Esquerda. Dito isso, o melhor para a Direita seria optar pelo Pastor Everaldo; no segundo turno, ele teria mais poder de negociação para barganhar com Aécio (o menos nocivo dos candidatos supracitados). Se não ganhamos de todo, ao menos conseguiremos manter nas mãos a administração de Ministérios.

* Eu gosto da ideia de uma minissérie policial/psicológica, nos moldes que a Globo está tentando emplacar. É um gênero muito explorado nos EUA, divertido e praticamente ignorado pela dramaturgia brasileira. Gosto sobretudo de saber que Glória Perez e Bruno Gagliasso estão entre os cabeças do projeto. A primeira é uma boa autora para textos de tiro curto (as novelas dela, com raras exceções, sempre perdem fôlego). O segundo é um bom ator que, à semelhança de Johnny Depp, tornou-se um especialista em interpretar malucos (embora, às vezes, um tanto caricaturais).

* Aliás, Glória Perez também é uma conhecida filantropa. Não fosse por ela, o Victor Fasano e a Neuza Borges estariam provavelmente vendendo coco na praia, que nem fazia a Narjara Tureta antes de o Walcyr Carrasco tirá-la do ostracismo. Eu sei que carreira curta é normal na televisão, que lida com imagem e modas, mas gosto de ver certo “nepotismo”. É normal que certos autores tenham apreço por atores que encarnam bem as personagens criadas. Porque certo tipo de obra é mais coletiva que individual; exige um entrosamento entre as partes. “Sangue Negro” é um puta filme, mas será que seria tão bom se não tivesse um elenco à altura? É o que costumo dizer. A única coisa que salva o Homem-Aranha de Marc Webb da ruína completa, por exemplo, é o casting -e só.

* Estou cansado de ver o Botafogo reclamar da arbitragem. Se fôssemos acreditar em botafoguenses, que falam em conspiração desde “mil novecentos e dez”, então daria para crer em qualquer coisa -desde ET Bilu, passando pelo título brasileiro de 95 e chegando até em Cientologia. Ademais, se o Botafogo não tivesse influência suficiente para exercer uma pressão sobre a arbitragem maior do que o todo-poderoso Bahia, então seria melhor fazer como a Mangueira: desista de ser time de futebol e funde uma Escola de Samba. Como samba-enredo normalmente trata de temas históricos, matéria-prima não faltaria. Porque o Botafogo, tal qual o Ameriquinha, só sobrevive atualmente de história mesmo.

* Eu não gosto de falar mal do Botafogo. Sério mesmo. Meus irmãos e meu pai são botafoguenses, mas não é por isso que poupo o Botafogo de chacotas: eu me compadeço do Botafogo porque é um time café com leite, porque não gosto de chutar cachorro morto. A propósito, o mascote deles, por (in)feliz coincidência, é um cachorro mesmo! O que dizer de um time que, para onde quer que você olhe, vira motivo de piada? O Botafogo é um time tão deprimente que, assim que entra em campo, quem nunca viu acha que está assistindo a um time de presidiários tentando reduzir a pena com trabalho escravo -além daquela camisa listrada, nem salário eles recebem. Para ser botafoguense você tem que ter talento; talento para masoquista.

* A imprensa inglesa está surpresa com a nova gravidez de Kate Middleton. Sério mesmo? Com uma mulher dessas, eu ficaria surpreso se ela não engravidasse ao menos 1 vez por ano. Eu compreendo que um casal de retirantes tenha 20 filhos ao longo da vida; afinal, se eles não têm nada melhor para fazer, vão fazer o quê? E também compreendo que William não queira outra coisa além de vuco-vuco; afinal, deve ter pouca coisa melhor para pensar quando você encontra a Kate no seu quarto. Na pobreza ou na riqueza, “crescei e multiplicai-vos”.

* Pesquisa diz que, de cada 4 brasileiros, 1 tem um carro. O que quer dizer que, se dessem carona, ninguém precisaria de transporte público. No Brasil é assim. Se você acha 500 reais dando sopa, você devolve; se você compra um carro, os outros que paguem 3 reais de passagem. Pra mim faz todo sentido. Normalmente eu prefiro até pagar para não ter que conversar por 30 min com um estranho. Acho que é até por essa razão que o transporte público é tão popular, e não por causa do preço baixo.

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