BBB12 – dos Farisaísmos e dos Feminismos

Padrão

Será que uma mulher vale pelo tanto que ela é fêmea ou pelo tanto que ela é mulher? Uma mulher saudável deve se reproduzir -e deve também ser capaz de cuidar dos filhos. O exemplo é simples, um tanto vago no contexto que se segue, mas ajuda a ilustrar que o processo da vida é complementar. Principalmente para quem usa a cabeça para absorver ideias… e pensar.

Falando novamente de BBB, rola uma polêmica acerca da falta de recalque da menina Renata, que já ficou com três homens na casa e não dá nem sinais de se importar com o que os outros pensam a respeito. Como era de se esperar, a polêmica reacendeu o ânimo dos puritanos e feministas; outrora unidos para massacrar Daniel em uníssono, agora se separam em pólos opostos -porque se trata, naturalmente, de uma mulher -e, como sabemos, a coerência não é uma característica marcante do segundo grupo…

Dessa vez, no entanto, devo dar o braço a torcer, pelo menos em parte, àqueles que louvam o comportamento da menina. Como bem disse o blogueiro do “Como Assim, Bial?”, no Big Brother Brasil, “com elencos cada vez mais viciados, encontrar o perfil de participante que faça o que faria na vida real dentro da casa é um achado.

Por outro lado, uma mulher se comportar como um cafajeste é, ironicamente, o cúmulo do feminismo -que é o machismo mais crasso virado às avessas. Quando as mulheres exaltam em si o comportamento que condenam nos homens, rebaixam a si mesmas e pisam no valor intrínseco de tudo o que o feminino, depurado dos preconceitos feministas, representa. As feministas, no fundo, amam o “capitão covarde”, o sujeito que abandona o barco à deriva e se recusa a assumir responsabilidades perante os demais -por isso emulam seu comportamento. As feministas não são revolucionárias: são tolas e revanchistas (sobre isso há um ótimo texto a respeito).

De qualquer forma, querer arremessar pedras na menina é demais. Num país em que todos fazem gênero, sem precisar nem de câmeras para isso, é louvável que alguém, como a Renata, seja honesta consigo mesma e com os demais. Ela dá porque quer, porque sente desejo, porque pensa em estar com alguém -e foda-se. Naturalmente que não devemos fazer tudo aquilo que o instinto manda, mas é muito pior quando a mente induz a um comportamento e, por malícia, tomamos a tangente.

Nem sempre são ingênuas as ditas “santas”, nem tampouco maliciosas todas as ditas “vagabundas”; a complexidade da vida não permite esse maniqueísmo. Na verdade, a ironia do destino costuma trocar as bolas. Às vezes a mente mais pura é justamente a da menina que, perseguindo seus desejos, não se preocupa com as repercussões (hipócritas, recalcadas ou sensatas) de suas atitudes. Às vezes as que se arvoram acima do bem e do mal, tendo razão ou não para isso, são sinuosas e bífidas como cobras; encobrem as próprias sujeiras com o intuito de galgarem degraus, sobretudo pisando naqueles que, por ingenuidade ou estupidez, não se ocupam de fingir que não deram passos maus.

Por fim, é lamentável ver a que ponto o bananismo capenga dos manginas é capaz de chegar. Mulheres que dão para todo mundo não “movimentam” o mundo; no máximo, alvoroçam os bordéis e hospitais, criam epidemias de DST’s e malcriam filhos tidos como “excessos dos excessos”. Quem movimenta o mundo é a mulher que, na humildade do lar, se torna o verdadeiro sustentáculo da família -e, como tal, da própria sociedade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s