E o “Bonde do Foucault” ataca novamente…

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Comunistas da USP em passeata contra a "ditadura" (2011)...

Numa cena antológica do primeiro Tropa de Elite, o lendário Capitão Nascimento esfrega as fuças do maconheiro nas vísceras de um sujeito que os caveiras tinham acabado de apagar e pergunta: “Quem matou este cara?”. “Não sei, não sei!”, responde o maconheiro, tirando completamente a bunda-suja da reta. “Foi você, seu maconheiro!”, retrucava o capitão do BOPE.

Se, na ficção, só poderíamos relacionar o Bonde do Foucault indiretamente aos conflitos urbanos, a realidade, pelo contrário, nos oferece uma perspectiva ainda mais apavorante. Não são mais os maconheiros aqueles que se escondem nas favelas dos filmes, terceirizando as consequências( e as consciências) sujas de seus atos, mas eles próprios transitam livremente pelas últimas fortalezas da civilização, escarrando no estado de direito e fazendo andar pela corda bamba aqueles que, ao contrário deles, têm alguma coisa a oferecer à sociedade além de seu próprio narcisismo cancerígeno.

A morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, na USP, não foi uma tragédia isolada, uma fatalidade. Nem o que houve depois. Não, de forma alguma! Aconteceu dentro de uma instituição pública de ensino superior. Aconteceu porque certa corja de facínoras levianos, em seu transe de esquizofrenia coletiva e permanente, atraiu para si os abutres, os escorpiões e as cobras, ignorando o que de concreto havia na possibilidade real de um de seus colegas sofrer os efeitos colaterais de um “barato” que nem era o dele. Os “militantes da cannabis” não são apenas depredadores do patrimônio público e financiadores do tráfico: são homicidas culposos e terroristas ideológicos!

Terroristas ideológicos? Alguns podem pensar que estou indo longe demais. Não estou. Quem está ultrapassando todos os limites do bom senso são os arautos do caos, os nostálgicos de tempos que não foram -e nem sequer voltaram a ser -o deles. É preciso entender que querer viver uma utopia, acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa é bastante diferente de agir sobre uma realidade como se estivesse vivo em outra. A esse desequilíbrio os psicólogos dão o nome de “psicose”. Como não acredito na loucura desses alienados, dou outro nome a seus desvarios esquerdopáticos: egocentrismo hermético.

O “líder” do movimento que invadiu a reitoria e jogou pedra nas viaturas policiais chamou a cobertura da mídia e a atuação da polícia de “arbitrariedades”. Aimeldels!! Não me espanta que essa criatura não se dê o trabalho de procurar num dicionário o significado de uma palavra que desconhece, mas não é preciso sabê-lo se você preza por uma outra, onipresente igualmente nas mentes dos sábios e dos néscios, à qual chamamos “discernimento”. Senão, vejamos: 1. Maconheiros atraem delinquentes ao campus, 2. Delinquente rouba e mata estudante, 3. Polícia é acionada, 4. Polícia coibe a prática de atos ilícitos no campus, 5. Maconheiros se revoltam. Responda você aí comigo, que talvez nem saiba direito o que significa a palavra “lógica”: quem foi arbitrário?

A lenga-lenga analfabeta de sempre dos verdadeiros "trabaliadores"...

Certas ideologias soam melhor quando são apenas objetos de delírios teóricos -os professores sabem disso, mas os alunos ignoram. Quando algumas dessas ideias adentram o território da realidade, acabam sendo facilmente debeladas pelas luzes. Acreditar que a polícia é o aparelho repressor de um ente malévolo e abstrato chamado de “sistema”, voltado para subjugar e escravizar a população, não ajuda muito se você não encontra respaldo nas pessoas reais, que pensam e falam sozinhas, especialmente quando essas mesmas pessoas sentem a própria segurança, liberdade e finanças ameaçadas em razão de algum capricho do Bonde do Foucault, déspotas de universidades custeadas pelo dinheiro público, em seu arrastão intelequituál. Isso sim, vejam só, é arbitrariedade no sentido pleno do termo!

Certos professores ensinaram tudo a seus alunos, mas o cinismo característico é uma habilidade que só chega a ser aprimorada através de longos anos de experiência mal aproveitada.

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