Premier League 2011-2012: Preview

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Neste ano, a disputa promete ser acirrada. Devemos ter, no topo da tabela, três times disputando o título, ao invés do habitual quarteto. Isso porque o Arsenal perdeu muitos jogadores e o Liverpool não tem time para fazer frente ao trio parada dura. Aposto no triunfo final do Manchester City, seguido de perto pelo arquirrival Manchester United e pelo Chelsea.

Vamos às análises individuais:

MANCHESTER CITY: o City, se puder manter o Tévez, vai ser o time a ser batido ao longo do campeonato. O grupo como um todo evoluiu muito ao final da temporada passada e se encontra muito mais coeso taticamente, o que só favorece o brilhantismo técnico de seus jogadores. Mancini, embora não tenha conseguido ainda imprimir uma dinâmica adequada e um espírito vencedor ao time, ao menos parece ter se livrado de seus receios defensivistas. Tudo isso somado indica a gestação de uma ameaça que, se for concretizada, só poderá ser parada por gigantes da envergadura de um Barcelona ou de um Real Madrid.

Pontos Fortes:

  • Aguero e Nasri não são jogadores sobre os quais pairem dúvidas, ao contrário de Balotelli e Dzeko. Se jogarem juntos, aliados a Tévez e Silva, vão acabar desmantelando as linhas defensivas, de uma forma ou de outra.
  • Ao contrário do ano passado, o time reserva do City tem competência o suficiente para enfrentar qualquer adversário.
  • O caldo engrossou. O entrosamento e a postura ousada que Mancini tem adotado são ingredientes que podem mudar a atitude do time em campo -e em pouco tempo.

Pontos Fracos:

  • Mancini.
  • Nasri é narcoléptico, Balotelli é temperamental e Tévez é um insatisfeito que pode sair no meio da temporada. Se tudo isso ou parte disso vier à tona, o trem azul pode descarrilar.
  • Vai disputar muitas competições concomitantemente, sem ter esse costume. Se o time não mantiver uma regularidade e Mancini não souber revesar jogadores, lesões e derrotas podem comprometer a temporada.

MANCHESTER UNITED: o grande trunfo do United continua sendo, mais do que tudo, o modo como o qual o clube como um todo enxerga o futebol. Ferguson, ao longo de décadas, impingiu aos Red Devils uma identidade indelével. O toque de bola insinuante, a ousadia, a garra e a determinação desse time talvez sejam únicos na história do futebol; quando conseguem pôr todos esses elementos em campo, os jogadores do time inglês só encontram um adversário pela frente: o Barcelona. Contrataram bem, embora o dinheiro investido pudesse ter sido melhor aproveitado em outros jogadores de maior categoria (17 milhões por Jones é demais).

Pontos Fortes:

  • Os jogadores da base que se integraram ao time principal não encontram dificuldade de entrosamento com os veteranos. Um benefício de décadas de Ferguson gerindo o clube.
  • Nani se firmou no time, Anderson está crescendo e Berbatov, finalmente, vai esquentar o banco.
  • É um time que está acostumado aos desafios. Se a iminência de um título pode desconcentrar o Manchester City, percalços na caminhada de gigantes são obstáculos que o United está acostumado a transpor.

Pontos Fracos:

  • Não é um time tão tecnicamente superior aos demais. Em relação ao City, pode-se dizer que é até mesmo inferior. E os pequenos clubes, com dinheiro para investir, reduziram o tamanho do abismo que os separava dos grandes.
  • Ashley Young não é um jogador confiável. Super-estimado, o dinheiro nele investido poderia ter sido usado para trazer jogadores de melhor estirpe, como Samir Nasri ou Juan Mata -aquisições de seus rivais.
  • Cleverly e Welbeck, os novatos, podem ter muitos altos e baixos durante a temporada.

CHELSEA: apesar de não contar com o poder financeiro do time azul de Manchester, o Chelsea ainda tem cacife para investir em jogadores. Esse feedback de Abramovich, acrescido da qualidade do elenco atual, mantém o time londrino entre as forças do futebol inglês. Não teve alterações drásticas da temporada passada para a atual, o que, de maneira geral, é muito bom, porque seus bons jogadores estão afinados entre si. A chegada de Mata supre uma carência que, a meu ver, era um dos principais entraves para que o Chelsea obtivesse melhor desempenho em campo: o ataque pelas laterais, em diagonal.

Pontos Fortes:

  • André Villas-Boas tem um estilo muito semelhante a Guardiola, com uma pitada de José Mourinho. Isso quer dizer que, ao mesmo tempo em que valoriza a posse de bola, ele gosta de verticalizar bastante o jogo. Quem assistiu ao Porto ano passado sabe do que estou falando.
  • Se Fernando Torres acordar, os estragos serão tremendos.
  • Um grande trunfo do time londrino, a meu ver, continua sendo a qualidade ofensiva e defensiva de seus volantes -um equilíbrio que não encontra par na Premier League.

Pontos Fracos:

  • Salomon Kalou e Florent Malouda.
  • A idade avançada de seus jogadores, apesar de seus pontos positivos, torna o Chelsea um time menos ousado e mais suscetível a sentir os efeitos desgastantes de uma longa e penosa temporada.
  • O Chelsea não possui um desafogo criativo. Torres, Lampard, Anelka, Drogba e Essien são inteligentes -mas não a ponto de penetrar ferrolhos defensivos. Nessas ocasiões, dependerão muito da eficácia de seus contra-ataques.

TOTTENHAM HOTSPURS: tecnicamente, o Tottenham é muito inferior aos demais concorrentes da parte de cima da tabela. Mas ainda possui jogadores que fazem algum rebuliço, como Modric, Van Der Vaart e, sobretudo, Gareth Bale. Confirmada a permanência do croata e a chegada de Adebayor, fica claro para mim que os “Esporas Quentes” vão levantar alguma poeira, mas sem deixar de ser um “cavalo paraguaio”. Arsenal e Liverpool, a meu ver, não tem competência para almejar a última vaga para a UCL, que parece estar cativa, em White Hart Lane.

Pontos Fortes:

  • Gareth Bale é um jogador de muita qualidade. Suas arrancadas pela esquerda quase sempre rendem bons frutos para o time.
  • O Tottenham tem jogadores que chutam muito bem à longa distância e outros, velozes, que penetram bem na área adversária (Bale, Lennon). São duas características que, se bem aproveitadas, colocam a defesa adversária em um dilema.
  • Pelas próprias características, formação e escalação, o Tottenham se ressente muito de não ter uma referência fixa na área adversária. Adebayor pode solucionar isso.

Pontos Fracos:

  • Independente do resultado dos confrontos, nesta temporada, fato é que o time do Tottenham não faz frente nem ao time reserva do City.
  • Adebayor e Friedel, embora cubram setores deficientes da equipe, não são jogadores capazes de elevar o nível técnico. Para isso, o Tottenham teria que contratar mais e melhores jogadores.
  • Redknapp pode não se importar, mas a Liga Europa fez três outros times ingleses investirem pesado em seus elencos -times que podem complicar a vida do Tottenham tanto na Premier quanto na competição europeia.

 

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