Derrubando 5 Mitos Femininos sobre o Universo Masculino

Padrão

1. Homens só pensam em sexo: admito que os homens tendem a pensar em sexo quase 100% do tempo, mas isso não é uma regra absoluta. Nem tampouco atribuir a qualquer atitude masculina um impulso sexual subliminar ou inconsciente. Isso é doentio e só cabe em cabeças de Freuds e Maníacos-do-Parque da vida.

Quando a gente confessa que pensa muito em sexo, não quer dizer que vamos sair por aí furando todo mundo, se tivermos a oportunidade. Sexo para nós é como cachaça para alcoólotra em estado de sobriedade: é tudo uma questão de auto-controle. Assim como o ex-viciado entende que o vício não leva a lugar algum, o homem também compreende que os anseios da outra cabeça devem ter um lugar mais destacado em sua vida (e ao contrário do que os tarados dizem, isso não é sublimação).

É por perceber esse defeito que as mulheres ficam frustradas e agem de maneira frustrante. Algumas, embebidas de uma tática de guerra errada, vestem calças colant, deixam o colo dos seios à mostra e dão a pixirica logo de cara. Depois, se não são usadas/iludidas de novo, ficam sem entender por que nenhum dos caras dá confiança para elas. Por que será?

A natureza sexual do homem só existe na superfície. No fundo, se já passou de certa fase, o desejo dele é outro. Homens, num determinado estágio de desenvolvimento, querem ter mais do que um depósito de esperma ao seu lado. Ou você acha que homens se casam na expectativa excitante de transar com uma única mulher pelo resto da vida?

2. Homem não gosta de mulher fácil: essa é uma das maiores bobagens que eu já ouvi. Homem, via de regra, não gosta de se esforçar; isso se aplica também aos relacionamentos. O grande problema é a confusão que a mulherada faz entre competição e diversão, já que elas mesmas têm muita dificuldade de separar uma coisa da outra. Homem gosta de xoxota. Quanto mais rápido pode ter uma, melhor para ele.

Esse tipo de preconceito ganhou força graças a uma visão equivocada que as pessoas têm, especialmente as mulheres, a respeito do sexo. Elas pensam da seguinte forma: se os homens não valorizam as piranhas fáceis, então somaremos pontos ao sermos difíceis. Ledo engano. Toda piranha é mulher fácil, mas nem toda mulher fácil é piranha.

O valor de uma mulher não está na velocidade com a qual ela cede a um macho. Os homens dão prioridade às “dadas” porque são compelidos por sua urgência fisiológica. Ou pela sociedade. De qualquer forma, prioridade não é sinônimo de preferência.

3. Homens são seres competitivos: os seres humanos são competitivos. A vaidade não é uma exclusividade do sexo masculino. Talvez sejamos mais competitivos em alguns aspectos, porque, afinal, desde cedo tenhamos sido moldados para assumir a posição do “macho-alfa”. Mas é preciso lembrar que vivemos em sociedade, não em território selvagem, organizados em matilhas.

As mulheres são engraçadas. Gostam de nos criticar por nosso sexismo, mas seu senso crítico passa ao longe do próprio preconceito. Elas não são “peças de açougue”, mas nós podemos ser reduzidos a quadrúpedes que lutam pela hegemonia dentro de um bando. Toda a nossa complexidade humana pode ser banalizada à condição de exotismo, capricho da natureza, pois não seríamos muito diferentes dos animais que lutam para transmitir seus genes aos descendentes da espécie.

Se essa bobagem só parasse por aí, tudo bem. Mas o pior é quando elas aplicam esse raciocínio torto para mascarar o próprio defeito de caráter. Se elas se excitam porque são disputadas por dois homens, acham que seu indiferentismo é justificado por seus preconceitos antropológicos. Se se rendem ao macho “vencedor”, a culpa toda é do atavismo animal. Sei…

Para finalizar, devo dizer que homem não disputa mulher pelo prazer de competir. Isso só acontece com a molecada, com entre 13 e 15 anos no máximo, e com os babacas profissionais; todos eles gostam de tirar onda a respeito do número de piriguetes que beijaram na micareta ou algo nessa linha. Quando crescemos, apesar de não amadurecermos tanto, sabemos ao menos que certos números são melhor apreciados numa partida de video-game.

4. Homens não levam a sério o relacionamento (em sentido lato): nós levamos a sério nossos relacionamentos , mas apenas na medida do racionalmente possível e aceitável. Quando seriedade é traduzida como neurose, o relacionamento vira uma palhaçada. E não levamos a sério as palhaçadas, especialmente quando somos nós quem estamos fazendo o papel de palhaços. Quer encher o saco? Área (regra de ouro!).

Certas coisas não precisam ser ditas se são demonstradas e, sobretudo, vividas. Mas algumas mulheres fazem questão de protocolar tudo. É como se vivessem numa repartição pública 24 horas por dia. “Por que você é assim?”, “Por que você não está me olhando?” -tudo é uma porra de um boletim de ocorrência antecedido de um interrogatório policial. Como alguém pode se sentir em paz ou confortável num ambiente tão opressivo? Melhor: por que alguém desejaria isso?

Isso vem de longe. Da minha época de estudante, especialmente nas escolas públicas (mais tarde eu explico a razão de especificar isso), lembro-me muito bem que as amizades femininas eram dissimuladas; embora trocassem confidências e amenidades entre si, as meninas sempre se esfaqueavam umas às outras pelas costas. Da parte dos homens, as relações se traduziam em socos e xingamentos mútuos, mas era tudo muito natural e era precisamente isto o que fortalecia os laços.

5. Homens não são fiéis:  o que é preciso entender, de uma vez por todas, é que existe, de fato, uma diferença abissal entre a libido masculina e a feminina. Nem chego a acreditar, como alguns, que mulheres não sentem tesão. Ou que o tesão que sentem não é de natureza sexual. Não. Acredito que as mulheres sentem tesão sim -mas que nem de longe ele chegue a ser tão opressivo quanto o é para nós, os homens.

E isso tem outras implicações: homem sente prazer metendo a manjuba em quase tudo! Assim, como esperar que o sexo, para ele, pressuponha qualquer espécie de afeição? Se ele come alguém impelido por uma necessidade fisiológica semelhante àquela que o leva também a comer pão no café-da-manhã, como esperar que isso tenha um significado maior do que o alívio orgânico?

A traição masculina não se justifica, mas as circunstâncias atenuam sua gravidade. É isso que as mulheres têm dificuldade de entender, porque não estão na pele do sexo oposto.

***

OBS: É preciso separar o sexo em si, exercício fisiológico, do sentido que conferimos ao mesmo. Uma coisa é a natureza, outra é a cultura. Os homens, mormente, são escravos de sua urgência sexual; controlá-la, porém, não exige tratamento orgânico, mas psicológico -ou seja, exige condicionamento mental. Se liga para depois não vir buzinar merda no meu ouvido.

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