Os 10 Piores Filmes (Era 1990 – 2010)

Padrão

1. Titanic (1997) – Como se não fosse cretinice o suficiente gastar milhões de dólares para contar uma história insossa, que não daria mais do que dois ou três parágrafos numa nota de jornal, James Cameron se supera na canastrice. Colocar Leonardo de Caprio e Kate Winslet para fazer um par romântico que mais parece uma dupla de crianças promíscuas aprontando estripulias num navio grandão?! Se já seria audácia demais submeter o telespectador a duas horas de semelhante tortura, imagine você se o referido diretor ainda centrasse os conflitos do filme na “profundidade” da relação do casal em questão? Pois é exatamente isso o que ele faz.

2. AVP 2 (2007) – Em épocas imemorias, existiam muitas palavras para definir o cúmulo do absurdo… antes dessa especulação chegar aos cinemas em forma de película. “Alien vs Predador” é tão incrivelmente ruim, estúpido, tosco e barulhento que poderíamos dispensar até mesmo o roteirista dele e o filme rodaria sem maiores problemas. Não existem razões verossímeis apresentadas para o conflito das raças alienígenas; ainda que se pudesse alegar que os Predadores caçam rivais à altura, AVP apresenta isso de uma maneira simplesmente grotesca, ignorando a existência de cérebro tanto nos feiosos alienígenas quanto nos terráqueos telespectadores. Tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO nesse filme se resume em duas expressões: sadismo puro e falta de imaginação mórbida.

3. Highlander 2: A Ressurreição (1991) – Todos as continuações de Highlander foram ruins, mas especialmente esse famigerado “Highlander 2 – A Ressurreição” abusou nesse quesito. Atentando violentamente contra a capacidade intelectual dos fãs, essa lastimável sequência descaracterizou totalmente o filme original, além de ter cuspido na cara da credibilidade, que exigia uma sanidade já então mínima de qualquer película hollywoodiana. Não é para menos; o primeiro filme era uma obra acabada, sem continuações, que encantava por falar sobre os mistérios da existência (ainda que superficialmente); não era apenas um filme de pancadaria ou de fantasia exótica. Já o segundo pecou justamente por não reconhecer isso; apostando em clichês da ficção científica, seus produtores optaram pelo caminho do pitoresco, que acreditavam ser o coração da franquia; grande engano. “Highlander – A Ressurreição” expôs as “causas” da imortalidade, “ressuscitou” Ramirez, tornou o guerreiro medieval MacLeod num cientista genial, transmutou todos em aliens bizarros, importou cenas ridículas de “De Volta para o Futuro” e, por fim, conseguiu o impossível: assassinou os imortais.

4. Velozes e Furiosos (2001) – Uma vez existiu a lenda, entre críticos de cinema, de que nada poderia ser pior do que um filme estrelado por Arnold Schwarznegger. Ora, Vin Diesel veio para provar que eles estavam errados. Protagonista de filmecos como “A Batalha de Riddick”, “Eclipse Mortal”, “Triplo X” e outras nauseabundas produções que, não obstante a precariedade, preservavam a simplicidade não-aviltante dos filmes de ação tradicionais, Diesel só conseguiu verdadeiramente se destacar na pele de um grosseiro ladrão de automóveis e piloto de rachas em “Velozes e Furiosos”. Por causa de seu talento como brucutu? Não, por causa das sórdidas inovações cinematográficas advindas deste filme, que transformou os filmes de ação, outrora válvulas de escape para as injustiças da vida, em mero palco para o desfile de psicopatologias sociais ligadas à libido e à vaidade humanas. A partir de “Velozes e Furiosos”, não havia propriamente um “enredo” a mover a fúria do protagonista; havia um desfile de sujeitos sarados, fodônicos, marrentos à décima potência, ricos, com bens materiais em profusão e mulheres gostosonas à sua volta. A indústria do cinema virou indústria de fetichismos da qual nem o Rei Leônidas de Esparta, o mais próximo dos heróis tradicionais dentre os heróis atuais, será capaz de nos livrar.

5. Street Fighter (1994) – É impressionante a vocação que Van Damme tem para protagonizar furadas. Quase tudo em que ele toca se transforma em merda. É o Anti-Midas do cinema. No caso de Street Fighter, coitado, ele nem tinha muito o que fazer… Baseado num jogo de estrondoso sucesso da Capcom, poucos apostariam numa catástrofe;  no entanto, foi exatamente o que aconteceu. O filme saiu tão caricato e as personagens tão deslocadas que, por mais que os protagonistas se esforçassem, tirar algo de bom da película seria como ordenhar leite de pedra. O game nunca teve uma história convicente, mas o filme piorou bastante a situação ao transferir para Guinle o papel principal da história. Horrorível!

6. Crepúsculo (2008) – A última das humilhações vampirescas revela também outra face do cinema atual: a grotesca, a cadavérica. Falida de boas ideias, a indústria cultural tenta nos empurrar goela abaixo os últimos lançamentos em termos de enlatados de luxúria e sede de poder. O filme em si é um vácuo inexplicável, preenchido pela presença dos inexpressivos protagonistas da série, destituídos de qualquer senso de ridículo e embriagados pela ganância e pela vaidade. Bela Swan e Eduard Cullen nada têm a oferecer senão as migalhas do sabor pitoresco oriundo da experimentação de uma relação amorosa etérea, maximizada ao máximo grau de santidade apesar de seu caráter passional, neurótico, narcisista. Não existe nada de louvável em “Crepúsculo” -muito pelo contrário.

7. O Elevador da Morte (2001) – Esse filme é tão horrivelmente tosco que eu fico com medo de não ter o que falar, de esgotar logo o meu texto! Já começo advertindo para não se deixar levar pela presença de Naomi Watts no elenco; embora a protagonista seja de classe A,  “O Elevador da Morte” é um típico filme C, uma droga sem direção, sem roteiro, sem conteúdo, sem suspense e sem terror. Uma grandissíssima perda de tempo. As “cenas de terror” são tão grotescas que despertam gargalhadas imediatas no mais circunspecto e complacente expectador. A cena na qual o elevador assassino (sic) revela seu coração é tão ridícula que deveria entrar para alguma espécie de antologia às avessas… Fique longe!

8. Godzilla (1998) – Convenhamos que um monstro gigante como esse, uma espécime híbrida com aspecto entre Tiranossauro Rex e Barney, não poderia render alguma coisa séria. Fora dos tokusatsus de onde saiu (e fora do Japão), Godzilla parece deslocado. Especialmente se é transformado numa lagartixa gigante perambulando por Nova York, chocando ovos aqui e acolá (sim, “ele” é “ela”…) e tendo que suportar uma das piores atuações de Matthew Broderick no seu papel(ão) de clone mal feito de Allan Grant (Jurassic Park). Por incrível que pareça, essa merda toda deve ter inspirado outra desgraça menos ruim em termos de terror: Cloverfield, que mantinha algum suspense nas cenas iniciais, apesar de sua ruindade quase absoluta.

9. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) – Primeiro imagine você que um velhote se meta a realizar façanhas aventurescas; parece forçado, não? Pois é. Harrison Ford está tão velho que parece ele mesmo um achado arqueológico, sobrevivendo das cinzas, embalsamado… Ora, se a franquia não continuou após o terceiro filme da série, depois de trocentos anos não era para ser mais. Infelizmente, a ganância falou mais alto, e Steven Spielberg criou uma espécie de pastiche desse clássico da década de 80. Embora houvesse alguns exageros, a trilogia clássica mantinha pelo menos o bom senso; a história seguia o ritmo do mínimo de lógica desejado, apesar do ritmo alucinante e das peripécias na velocidade da luz. Já no Reino da Caveira de Cristal, a lógica foi para as cucuias, e as cenas inverossímeis não convencem nem mesmo crianças de 5 anos de idade.

10. Avatar (2009) – Quando você pensa que James Cameron terminou de descer os degraus que conduzem à sarjeta absoluta de um inconsciência deplorável, eis que o diretor se supera. Gastador contumaz, o supremo vilão da sétima arte nos brinda com mais esta taça de urina pútrida tomada como a champanhe da mais refinada adega. Os “conhecimentos” de Cameron sobre ecologia e possivelmente seus baratos alucinógenos nos inferninhos da Califórnia devem ter sido a causa gástrica de uma posterior ressaca que deu origem a um dos mais ignóbeis produtos do cinema americano: Avatar. O argumento, que não chega a ser sofisticado nem para uma criança de 5 anos de idade, justificou a obsessão de Cameron por moldar os aliens, aqueles Smurfs gigantescos que vemos na floresta, da maneira mais dispendiosa o possível. Como se tal atentado terrorista não fosse suficientemente torpe para engavetar o projeto, a produtora persistiu no intuito de financiar a obra-prima da mediocridade intelectual e  espiritual do mundo pós-ecológico. Assim, assistimos a um festival de balelas que vão desde o culto primário dos nativos de Pandora, que não convence a quem tenha mais de dois neurônios, e a conversão forçada do protagonista à causa da raça alienígena (embora ele não consiga disfarçar que sua causa “espiritual” vem da região da virília).


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