A verdade sobre as Cruzadas

Padrão

Oxalá as distorções ideológicas, tão em voga em nossos tempos relativistas, fossem uma “metodologia” aplicável tão-somente aos círculos acadêmicos, especialmente nos cursos de História, tão repletos de marxistas como são! Ao menos eles manteriam suas bobagens entre si. O grande problema, como bem aludiu o camarada da “Mídia Sem Máscara”, é o proselitismo que essa gente faz entre jovens do ensino médio, numa idade ainda muito carente de discernimento intelectual e, portanto, bastante maleável; é por aí que se afasta o jovem da religião.

Eu tinha um livrinho, que agora perdi ou nem sei onde está, que falava especificamente sobre esse assunto. Mas talvez não fosse de grande utilidade, porque era um livro que esplanava sobre os fatos bélicos em si, não sobre a conjuntura político-religiosa que envolveu esse período turbulento da história do Ocidente. Ademais, as mentiras lançadas contra o cristianismo sempre foram de fácil refutação, não sobrevivendo a uma pesquisa básica no Google e ao rigor crítico de um espírito com o mínimo de escrúpulo intelectual.

A Queda de Constantinopla

Já repararam que, nas aulas de História, esse é um fato que funciona apenas como um marco simbólico, representando a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, ponto de partida para as Grandes Navegações? Pouco se fala sobre o quão representativo aquilo era para a cultura ocidental, em todos os seus aspectos; insinua-se apenas, maliciosamente, que tal tomada bloqueava o comércio marítimo entre a Europa e o Oriente, obrigando aquela a buscar uma rota alternativa. Esse era o pretexto para que fosse iniciado o estudo sobre o Mercantilismo, primeira etapa na instituição do Capitalismo.

É conveniente não aventar para as motivações dos turcos otomanos. Era apenas um detalhe, claro, num contexto mais amplo… Para aqueles que buscam apenas um lado da verdade, a verdade em si nunca soa agradável, num “contexto mais amplo”. Os turcos seguiam à risca o conceito de jihad instituído por Maomé, e a tomada de Constantinopla, o Império Romano do Oriente, era apenas a culminância de um processo histórico de decadência dos domínios romanos (e cristãos) na Ásia.

Mas o que isso tem a ver com religião?

Tem tudo a ver com religião. “Jihad” é uma palavra que significa mais do que “Guerra Santa” pode nos fazer crer, ao menos aos mais incautos. Pois seria uma “Guerra Santa”, como a tradução literal faz acreditar, se as motivações também o fossem. Por exemplo, se os muçulmanos viventes em Jerusalém, uma cidade cristã à época das Cruzadas, estivessem sendo perseguidos ou massacrados. Mas não. Os muçulmanos faziam naquela época mais ou menos o que fizeram com Israel, nos dias atuais. Os muçulmanos reivindicam o “direito divino” a certas terras. E até te matam se você não sair delas.

Quanto a Constantinopla, era uma cidade que era mais do que uma “rica metrópole”. Era um farol cultural de toda cristandade. Bizâncio era mais do que um porto no qual comerciantes italianos atracavam, sequiosos de especiarias asiáticas.

E as Cruzadas?

As Cruzadas propriamente ditas começaram em meados do segundo milênio e se estenderam até o fim do século XIII. Mas as agressões islâmicas, em si, conseguiram chegar até as portas do século XVIII, em plena Idade Moderna, das “Luzes”. E chegarão até mais longe, se for ainda moda sequestrar boeings e usar cintos de dinamite.

As Cruzadas foram uma resposta dos países cristãos às invasões islâmicas de terras que por séculos foram cristãs. Não se tratava apenas do período histórico da retomada da “Terra Santa” por sujeitos rudes e fanáticos: era a Guerra da Reconquista, na Península Ibérica; era a Batalha de Viena, durante seu cerco em 1683. Cruzadas são feitas ainda hoje, em resposta legítima a agressões como o atentato de 11 de setembro.

Sim, as terras cristãs nem sempre o foram assim. Diz-se que o cristianismo chegou a grande parte da Europa e da Ásia por imposição do Império Romano e que, portanto, o cristianismo houvera, assim como o Islã das Cruzadas, se disseminado por meio da violência e da usurpação. Em termos. Antes de tudo, o cristinanismo se multiplicou muito numa época em que Roma justamente o perseguia. Quando Constantino se converteu, Roma havia alcançado seu ápice em termos espacionistas; daí para se espalhar pelo Império não seriam necessários saques nem tampouco invasões. Nem foi o que Constantino fez, conforme confirma a história.

Eu poderia acrescentar que houve, depois de Constantino, imperadores romanos pagãos e anti-cristãos, o que reforçaria a tese de que o cristianismo não foi nem sequer uma imposição cultural. Mas basta. Com os poucos recursos de que dispomos, já podemos perceber que há mais coisas entre o céu e a Terra do que suspeita nossa vã filosofia de botequim…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s