Religião do Estado? NOOOOT!!!

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Dentre as duas únicas opções para quem deseja ter uma participação política ativa nesta sociedade, essa é uma delas… Se você acredita, como eu, que o Estado deveria se submeter ao poder espiritual, como ocorre com alguns Estados islâmicos e tal como ocorria em todos os Estados cristãos da Idade Média, então você é um retrógrado, um atrasado -um reacionário. É o que dizem. Obviamente, diante desse cenário, eu, como “reacionário”,  não poderia votar em outro candidato além do NULO.

Mas quem vota NULO nem sempre o faz por alienação política ou “conservadorismo religioso”, como querem fazer crer os ardilosos liberais, em toda a sua “iluminação” obscura… Muitos, simplesmente por observações práticas, se desiludiram dos rumos da democracia “representativa”. Pois nem todos os populares são burros e destituídos da luz natural na proporção em que os “iluminados” acreditam sem ousar expor, naturalmente, em suas campanhas (alô, Gordon Brown!). Alguns dentre nós, da “massa de manipulação”, não ignoram que a democracia só seja representativa dos interesses de uma aristocracia debilóide e usurpadora, que transforma a vida dos desafortunados em ficha de aposta no Cassino global, a engrenagem que fundamenta a mecânica infernal do sistema.

De modo que nenhum poder “emana do povo”. A não ser pelo poder de manipulação daquele papel-higiênico usado ao qual chamam Constituição Brasileira, cujos direitos constitucionais são apenas um monte de merda amontoada em papel de quinta categoria, repetitiva das tagarelices liberais de outrora. O poder não pode emanar de baixo para cima simplesmente porque isso é antinatural. O poder que vem de baixo para cima é o poder do saco escrotal sobre o cérebro, no “estado de devassidão”. O poder que emana de baixo para cima é poder da criança sobre o adulto, no “estado de baderna”. Assim mesmo, com a inicial em minúscula. O poder que vem de baixo para cima, enfim, é uma impossibilidade: sempre vai haver quem seja malandro o suficiente para se aproveitar da situação periclitante de irracionalidade institucionalizada.

Por exemplo, Pilatos se aproveitou bastante da burrice do povo para lavar as mãos e ficar de boa com Roma e os judeus. Ou você pensou que a crucificação beneficiou às massas furiosas, que triunfaram nos seus rogos estúpidos? Não seja ingênuo. A crucificação só beneficiou a Pilatos e aos aristocratas que detinham o poder naquela região; Pilatos conteve uma revolta insipiente e ainda “fez um charme” ao “lavar as maõs”, na esperança de ser absolvido do possível crime de deicídio. Quem ficou na corda bamba da história foi o povo, que pagou o mico de levar a culpa por matar Jesus e ainda por cima permanecer sob o jugo de Herodes, Pilatos e outros tantos cuzões do tempo.

Para finalizar, ouvi dizer que a Justiça Eleitoral estava preocupada com a baixa adesão dos jovens à participação política. Ao saber disso, âncoras de um programa de telejornalismo insistiram para que houvesse uma campanha educativa nas escolas para conscientizar a juventude sobre a importância de exercer sua cidadania. Perfeitamente! Eu, embora longe das salas de aula, posso orientar muito bem os educandos nesse sentido, na condição de ex-professor:

VOCÊ, JOVEM ABAIXO DOS 18 ANOS, FIQUE LONGE DE UM TÍTULO DE ELEITOR!!!

VOCÊ, JOVEM ACIMA DOS 18 ANOS, NÃO SE ESQUEÇA DE ANULAR SEU VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES!!!

SÓ ASSIM DAREMOS AOS LIBERAIS A RESPOSTA QUE ELES MERECEM, NOSSA VERDADEIRA OPÇÃO PELA ABOLIÇÃO DA DEMOCRACIA MODERNA!!!

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