Liberdade de Inexpressão

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Cada dia que passa, esta sociedade nos desvela os imundos ardis sob os quais ocultou suas verdadeiras convicções. Dia após dia, o pretenso respeito à dignidade humana, traduzida como liberdade irrestrita do homem e um verdadeiro culto ao individualismo, se revela um engodo sutil já abandonado pelos liberais maçônicos. Na medida em que os inimigos da humanidade se tornam convictos de que a lavagem cerebral perpetrada contra os princípios humanos se completou, nessa mesma proporção eles não fazem questão sequer de ocultar as contradições escandalosas em seus discursos. Agora plenamente senhores feudais do mundo e das consciências, os liberais pisam sobre os despojos dos últimos valores violados do mundo ocidental, às véperas de concluir a instituição de sua tirânica religião, intolerante, secular e materialista.

Com efeito, nem mesmo os ateus se escondem da luz de Deus, atirando-se selvagemente contra sua Graça. Vejam os senhores Dawkins e Hitchens. A indolência cristã tem permitido que os ratos saiam de suas tocas para devorar o pouco do que restou de humano no mundo onde vivemos, debilitado mesmo em suas entranhas por séculos de depredação “iluminista”, de irracionalidade “revolucionária”. Depois de abolida a sacralidade do matrimônio e empreendida uma verdadeira cruzada satânica pela instituição do sacrifício de crianças (o aborto), dessa vez a sanha materialista volta seus rangedores dentes contra a religião. O ciclo está completo: Leviatã emerge do mar tempestuoso de lágrimas que se tornou o mundo, hoje mais do que nunca.

O véu que a Bélgica pretende retirar dos rostos das mulheres muçulmanas não é aquele com cuja abolição os parlamentares pretendem “libertar” os “oprimidos” pela escravidão islâmica, pois a maior parte das mulheres do Islã usa o véu por opção! O véu escuro da vergonha que a Europa estuda abandonar é o véu da própria hipocrisia! Ainda presos, porém, a certos pudores sociais aos quais têm que se sujeitar para perseverar no poder, os liberais e os comunistas, as duas partes dialéticas de uma mesma língua bifurcada, usam de um discurso feminista e anti-terrorista como pretexto para deslizarem sinuosos através da débil, patética, odiosa e esquizofrênica democracia “representativa”. No entanto, finalmente seu “iluminado” ódio pelo homem já reverbera de seus covis malditos.

A “liberdade de expressão”, meus caros, pela qual esses senhores tanto propugnaram, não passa de uma mentira deslavada. A liberdade de expressão de um povo só serve para eles enquanto plataforma política, só presta enquanto essa “liberdade” se limita a traduzir um grunhido indistinto e hedonista das massas. Os homens só servem aos (des)propósitos dos arautos da libertinagem enquanto dispersos em “tribos” culturais,  alienados de sua totalidade e dignidade, e unidos tão-somente pela defesa da causa histérica de uma deusa devassa chamada “democracia”, um ídolo da tragédia “iluminista”, um títere nas mãos de sacerdotes materialistas e inescrupulosos.

Até anteontem quiseram nos tirar o direito de proteger nossos casamentos, instituindo o divórcio. Pouco tempo depois, intentaram um movimento para desproteger nossas famílias, mediante a proibição do uso de armas e a sujeição completa do conhecimento a uma educação “progressista”. Ontem, quiseram nos retirar nossos filhos, distribuindo contraceptivos e legalizando o infanticídio. Hoje, o atentado da vez é contra o nosso desejo anímico, essencial, de servir e de louvar a Deus. Toda a luz que foi lançada sobre a humanidade vem nos sendo sistematicamente obliterada… E em nome de quê?

Em nome de um véu. Um véu que, agora desfeito, deixa transparecer a verdadeira Idade das Trevas.

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