Respondendo a um anti-cristão (parte 3)

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Dia desses, estive visitando um blog (http://thebeattitude.com/2009/05/28/losing-my-religion-why-i-walked-away-from-christianity/) onde o autor dava seus argumentos para ter deixado de acreditar no Deus cristão. Todos muito confusos e provas indiscutíveis de que ele não sabia coisa alguma sobre aspectos teológicos de que sua fé, ao que parece meramente sentimental, não carecia até então.

Como tenho certeza de que a ignorância dele é a ignorância de muitos, me propus a responder, a refutar suas acusações lançadas contra o cristianismo. Não foi difícil, visto que o nível de conhecimento de BE sobre doutrina é primário -quase analfabeto

4. “Bloody animal and human sacrifices are illogical demands by a divine god as payment for pretty wrongs doings. These actions are not different than the rituals of archaic pagan religions. Not the mention the bizarre ritual of symbolically drinking human blood and eating human flesh.”

Sacrifícios de animais eram comuns nas épocas do Velho Testamento, como o próprio BE observou, ao comparar o rito judaico ao dos pagãos. Mas sacrificar um animal a Deus tinha o significado de reconhecer que Ele era o dono de todas as coisas e que, portanto, era dono do próprio “carrasco”; isso era reputado como um ato de humildade e de justiça, o que se convertia em expiação dos pecados.

Mas cumpre observar uma diferença entre o rito pagão e o judaico: naquele, havia sacrifício de pessoas; neste, não. O caso de Abraão não é uma exceção. Deus nunca teve a intenção de de sacrificar seu filho; antes queria testar o quanto Abraão lhe conhecia e, portanto, lhe era fiel. Abraão sabia disso, tanto que disse ao filho que Deus providenciaria o animal a se imolar, conforme atestam as escrituras. Aliás, em virtude de o patriarca israelita não ter negado seu filho a Deus, Deus também não negou o Seu à sua descendência, quando foi necessário; ou seja, Deus foi além.

E o rito eucarístico não é simbólico. Os cristãos realmente comem a carne e bebem o sangue do Cristo. A chave do sentido disso está em diversas partes do Antigo Testamento, inclusive no sacrifício de animais do antigo ritual judaico. Sacrificar, não um cordeiro qualquer, mas o próprio Deus, significa admitir a supremacia de Deus sobre todas as criaturas, inclusive sobre o homem que se reconhece como o Supremo Pecador, o deicida. Em outra perspectiva, o rito cristão relembra a instituição da primeira Páscoa, quando cordeiros e primogênitos foram sacrificados para que o povo de Deus fosse libertado. A Eucaristia relembra, ainda, que Deus é o verdadeiro maná, a verdadeira fonte de vida, numa outra alusão ao êxodo judaico do Egito. Para quem reconhece a nobreza disso, ignora a aparente morbidez.

5. “If God loves us and want us to know and believe in him, why so completely invisible? What is the purpose of being so illusive to those who believe and worship him?”

Para começar, Deus é puro espírito; quando se encarnou, pudemos “enxergá-lo” em Jesus Cristo. Mas Jesus, como qualquer homem, desencarnou e então não tínhamos mais parâmetros físicos de alguma divindade. Mas não é isso o que verdadeiramente importa.

Jesus mesmo já havia alertado seu discípulo quanto a isso, sugerindo que havia sido reconhecido como Deus por sua natureza espiritual, não pelos seus dotes físicos. De fato não é por alguém ter olhos azuis e cabelos loiros que ela será necessariamente uma pessoa boa.

Ademais, o universo é reflexo de Deus. Observá-lo e compreendê-lo é, de certa forma, contemplar um esboço divino, que só não é um reflexo completo por causa de nossas limitações. Esse é o papel da ciência e da arte.

6. “God never manifests himself or performs miracles as he regularly did for the Israelites in Old Testament stories.”

Quem sabe? Na Bíblia são narrados poucos casos como esses, se considerados proporcionalmente em relação aos milênios de história judaica que os escritos sagrados abrangem. Se os casos sobrenaturais nos parecem muitos, no Velho Testamento, é porque é um dos conteúdos principais para um povo cuja religiosidade assume papel de destaque.

E dizer que não existe “intervenção divina” contemporânea é mentira.

7. “Prayers are never answered. Certainly not in the way Jesus described. Prayer has absolutely no affect on the world around us.”

Nem todas as preces são atendidas, mas todas são respondidas. Se BE não teve suas preces atendidas nem ouviu qualquer resposta às suas orações, deveria culpar sua pouca fé ou a natureza de seu pedido. Se você reza para ganhar na megassena ou não acredita que vai ser atendido em sua prece, então certamente orará em vão.

As pessoas têm o péssimo hábito de querer mais do que podem ou necessitam ter. É muito comum que planejemos nossos dias e mais comum ainda que nos frustremos na prática de vivê-los. Como podemos saber o que é melhor para nossa vida se nosso controle sobre ela é ínfimo? Deus deixa que nos encarreguemos de nosso presente, enquanto Ele cuida, como nossa colaboração, do futuro que nos é reservado -e sobre o qual, talvez, Ele aceite sugestões -talvez…

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