Sabedoria popular – sem aspas…

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“Não existe trabalho ruim. Ruim é não trabalhar.”

Dá a entender que trabalhar sob quaisquer circunstâncias é válido, é ou não é? Por exemplo, quando você passa 12 horas por dia cortando cana, debaixo de sol escaldante, para ganhar menos de um salário mínimo, isso era para ser considerado bom. Dito isso, só queria saber, dos comunistas do subúrbio do mundo, se a “sabedoria popular” é sempre tão sábia assim, sob quaisquer circunstâncias, para sua religião…

O grande problema desses caras acadêmicos sempre foi o de refletir em mão única -e não me refiro apenas ao seu famoso “umbigocentrismo”. Não se permite espaço para interpretações “abstratas”, “transcendentais” dos casos. E  isto é um grande erro. No ditado em questão, por exemplo, há ambiguidade; arrisco-me a dizer que o “trabalho” referido, no sentido absoluto e subliminar, pode muito bem querer dizer que todos estamos na terra para cumprir alguma função redentora  ou querer que nos vejamos como robôs controlados por forças malignas.

Mas, em qualquer dos casos, somos enxergados como vítimas fatais do destino, se ao autor do ditado conferirmos o status de filósofo ao invés de masoquista -o que, ironicamente, anula qualquer tipo de tresvario marxista, essa pseudo-filosofia. Daí podemos dizer, sim, com convicção: é a sabedoria popular desmentindo seus profetas…

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