O Misantropo… Humanista

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Vivemos em um mundo onde tudo (ou quase tudo) é padronizado, massificado. Desde as relações pessoais até nossas mais profundas convicções ideológicas são imagens que deixamos refletir sobre nós mesmos, como slides hiper-reais, sensacionalistas se materializando à nossa frente, nos hipnotizando, nos anulando, nos fazendo crer que vivemos e somos aquilo que, em verdade, não vivemos nem somos. Essas projeções são o resultado de séculos de subversão da esquerda, que triunfou sobre os conservadores no seu desejo de destruir a civilização ocidental, fazendo prevalecer a dúvida em lugar da verdade, a amoralidade em lugar do moralidade, o coletivo em lugar do individual. Se não chegou a cumprir seus planos ainda,  é só porque ainda está só começando.

Estou cansado de ver falsas amizades, falsos casamentos, falsos cristãos, falsos tudo, falsos todos. É tudo o que resume este mundo em que vivemos, traduzido como mundo civilizado, mundo que na verdade é um mundo de barbárie, inimigo do homem, de Deus, da lei, da ordem. Há, nessa mentalidade darwiniana que embriaga as consciências, um vetor que faz enxergar em tudo uma progressão, uma marcha em direção a um paraíso terrestre que não existe; até a morte de inocentes (aborto) se tem justificado dessa forma. O mundo de amanhã, pois, não será necessariamente melhor do que o de ontem. Não há progresso quando a humanidade se degenera, quando valores são tidos por construções sociais, quando se estabelece uma anarquia, identificada como sociedade apenas para não nos auto-destruirmos. O homem está só, mesmo entre multidões,  porque, relativista,  abandonou tudo o que de verdadeiro descobriu sobre si e sobre as coisas; não tem certeza sobre nada e, crendo que tal certeza nem sequer existe, nem busca por ela, vivendo para si mesmo.

Há, sim, Deus no mundo e, portanto, verdade sobre as coisas, mas isso está se tornando cada vez mais raro de se encontrar. O homem e a humanidade estão virando peças de museu, assim como Deus; simulacros fantasiados de homens e deuses saem às ruas, imaginam-se nas igrejas. Já fui chamado de satanista, certamente por não me submeter a padronizações estúpidas, a seguir roteiros pré-definidos. Mas se é no teatro do mundo que devemos atuar, e ele se fez um drama e se assumiu como uma falsidade, então interpretemos o papel que nos oferecem, nessa piada de mal gosto.

Eu disse o que não somos. Então o que somos e o que é a realidade? O que somos, se somos a imagem e semelhança Daquele que tudo é? Somos muito mais do que nos dizem que somos, muito mais do que nos percebemos, muito mais do que nos imaginamos e muito mais do que nos idealizamos; porque podemos estar no espelho onde Deus se reflete ou no espelho que a sociedade nos oferece, a escolha é nossa. A realidade é aquilo que você percebe como tal, com o favor dos sentidos. Então por que digo que a esquerda subverteu o real? Os esquerdistas não subverteram a realidade; subverteram os homens, transformando-os em fantoches de um novo mundo que existe tão-somente em suas fanfarronices pretensiosas.

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